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ABC Paulista terá paralisação dos ônibus nesta segunda

Categoria comprova que está na linha de frente ao combate da Covid

Na manhã desta segunda-feira (22) os motoristas, cobradores e funcionários das empresas de ônibus que operam nas sete cidades do ABC, estão prestes a realizar uma paralisação pedindo a prioridade nas vacinas de combate a Covid-19, segundo matéria publicada pelo Diário de Transporte.

Segundo o presidente do Sintetra, Leandro Mendes da Silva, essa paralisação não é uma greve, mas serão protestos diante de toda a situação que o Brasil está vivendo, em especial a categoria que trabalha nos transportes, que não estão incluidos na linha de frente para receber as vacinas, mesmo transportando todos os dias nas ruas a população. Além disso, explicou também como será realizado as ações pelas cidades que englobam a região.

“Em Santo André, por exemplo, os ônibus vão seguir em fila pela Avenida Perimetral (uma das principais vias da cidade) com os passageiros até o Terminal Oeste, desembarcar as pessoas lá, e os motoristas vão ficar parados dentro dos ônibus, para não aglomerar. Só vão voltar às ruas às 10h”, disse o presidente do sindicato.

A paralisação dos ônibus terá início às 7h e vai até 10h, quando o transporte voltará com sua operação normal. Para Leandro, o transporte público vive a pior fase da história no país devido a pandemia do Covid, e os poderes públicos pouco fazem para ajudar a solucionar esse problema crítico:

“Tirando Santo André, nenhuma outra cidade do ABC subsidia o transporte. A demanda caiu muito e a frota está acima do percentual de passageiros. Ocorre que com isso, as empresas alegam que não estão tendo condições de pagar. No ABC, sempre tivemos problemas com atrasos de pagamentos pelo Grupo Baltazar. Mas agora, está quase generalizado”, explicou..

As empresas municipais que operam nessas cidades são: Viação Padre Eustáquio (São Caetano do Sul), BR7 Mobilidade (São Bernardo do Campo), Talismã (Rio Grande da Serra), Rigras (Ribeirão Pires), Suzantur (Diadema, Mauá e Santo André), Viação Vaz, Urbana e Guaianazes (Santo André).

Até o momento dessa matéria, as empresas que operam no sistema metropolitano (EMTU) não se pronunciaram sobre a participação na paralisação.

 

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